O Ano da França no Brasil é uma iniciativa do governo dos dois países, com o objetivo de aprofundar as relações bilaterias no âmbito cultural, acadêmico e econômico.
Coincidentemente e acatando a sugestão do meu amigo luso-brasileiro Roque, inicio a leitura do polêmico livro "O Vermelho e o Negro" , do francês Stendhal. A literatura francesa, assim como o cinema frânces, são emblemáticos para mostrar o perfil psicológico deste povo. É impossível não comparar os diversos personagens que representam estas artes. A senhora de Rênal, personagem principal do livro de Stendhal, e que se apaixona pelo jovem Julien, é muito mais incisiva e seca que a Madame Bovary, personagem histórico de Gustave Flaubert.
Coincidentemente e acatando a sugestão do meu amigo luso-brasileiro Roque, inicio a leitura do polêmico livro "O Vermelho e o Negro" , do francês Stendhal. A literatura francesa, assim como o cinema frânces, são emblemáticos para mostrar o perfil psicológico deste povo. É impossível não comparar os diversos personagens que representam estas artes. A senhora de Rênal, personagem principal do livro de Stendhal, e que se apaixona pelo jovem Julien, é muito mais incisiva e seca que a Madame Bovary, personagem histórico de Gustave Flaubert.
Faz quase um ano que ganhei de Izadora, uma amiga de infância de minha esposa e que por coincidência fala francês e hoje vive no Canadá, a obra completa de Honoré de Balzac. Este escritor francês foi de uma fecundidade extrema. Enquanto tento escrever um pequeno texto que começou a ser elaborado há dois dias, Balzac escrevia incessantemente por mais de 16 horas diárias. Ele morreu de tanto escrever. Em certa ocasião ele refez uma única página por dezoito vezes até atingir a perfeição que ele almejava. E no começo da carreira era considerado um escritor medíocre ( não querendo traçar o mesmo destino, é como eu me sinto nessa incursão bloguista ). As suas obras foram condensadas com o título "A Comédia Humana", que reúne 88 livros. Para quem deseja conhecer os meandros da imprensa e o jogo de interesse que permeia este poder da sociedade, sugiro a leitura de "Ilusões Perdidas". Este livro é fantástico.
No circuito alternativo de cinema, está em cartaz o filme "Há tanto tempo que te amo", com Kristin Scott Thomas no papel de Juliette Fontaine. Filme escrito pelo diretor francês Philippe Claudel, considero o melhor e mais doloroso filme exibido neste ano. A música que está no término da película, "Dis, quand reviendras-tu" tem uma letra bastante reflexiva de tudo que foi mostrado neste drama. Sugiro assistir ao vídeo desta música no youtube, cantadas ou por Bénabar ou por Jean Louis Aubert.
Para meu próprio deleite sou presenteado pela minha esposa com o livro "Um Homem Livre", que considero a biografia definitiva de Pierre Verger. Este personagem é bastante significativo se formos falar da relação Brasil-França. Verger teve uma infância característica da classe burguesa francesa do século passado. Ele percebeu que não suportaria passar o resto da vida vivendo em uma sociedade a qual as pessoas passavam o tempo tentando impressionar umas às outras. Ele intitulava os seus amigos de mesma classe social como papagaios instruídos. Verger frequentava com alguns amigos, em Paris, o Baile das Antilhas, onde a gente pobre originária dessa região dançava nos fins de semana e que foi a sua primeira referência ao amor pela cultura africana. Com uma máquina fotográfica em mãos e o desejo de liberdade, Pierre Verger roda o mundo, algumas vezes a sua viagem é feita em cima de uma bicicleta. Por nossa sorte ele se encanta com a Bahia e vive aqui o resto de sua vida. Seu nome muda para Pierre "Fatumbi" Verger, nome este consagrado pelo contato que tem com o candomblé. Foi amigo íntimo de Jorge Amado e de Carybé, que era um argentino também radicado na Bahia.
Por tudo que foi explanado, estou quase me matriculando em algum curso de francês. Para fechar com chave de ouro este intercâmbio cultural, estou estudando com afinco todos os livros básicos do Espiritismo e que foram codificados por Allan Kardec, francês de Lyon.
Mas deixo para outra ocasião o comentário que tenho para fazer sobre o clube de futebol PSG - Paris Saint-Germain.
Au revoir.

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